A franquia que redefiniu o cinema de ação moderno continua dando o que falar, equilibrando-se entre o mistério sobre o paradeiro de seu protagonista e o sucesso estrondoso de suas novas ramificações. Recentemente, declarações do diretor Chad Stahelski reacenderam as teorias dos fãs sobre o destino final do lendário assassino interpretado por Keanu Reeves. Em entrevista à revista Empire, Stahelski revelou que o desfecho de John Wick 4: Baba Yaga quase foi muito mais explícito.
Embora o corte final tenha sugerido a morte de Wick, uma versão alternativa foi filmada onde o personagem aparecia claramente vivo e bem de saúde. Segundo o cineasta, essa era a conclusão que ele e Reeves preferiam inicialmente, mas o público nas sessões de teste reagiu melhor à ambiguidade. Essa escolha deixou uma porta aberta que o produtor Basil Iwanyk prefere não fechar, afirmando que “não tem essa resposta” sobre a morte definitiva do protagonista, mantendo o suspense que tanto alimenta o engajamento da comunidade.
O impasse de John Wick 5 e o futuro de Keanu Reeves
Enquanto a Lionsgate já demonstrou interesse público em desenvolver um quinto capítulo, citando inclusive o projeto em reuniões com acionistas após o sucesso de bilheteria do quarto filme, o martelo ainda não foi batido pelos nomes principais. Keanu Reeves tem adotado uma postura cautelosa, mantendo o mantra de “nunca diga nunca”, mas reforçando que qualquer retorno dependeria exclusivamente da parceria com Stahelski. Para o ator, existe uma sensação de encerramento poético no fato de Wick finalmente ter encontrado a paz, o que torna a decisão de uma sequência algo que precisa ser artisticamente justificado, e não apenas comercialmente viável.
Ballerina domina o streaming e consolida o spin-off
Se o futuro de John Wick em si permanece incerto, o universo ao seu redor está mais vibrante do que nunca. O longa Bailarina (From the World of John Wick: Ballerina), estrelado por Ana de Armas, provou que a marca tem força para além de Reeves. Após uma passagem modesta pelos cinemas, o filme encontrou uma sobrevida impressionante no streaming. No final de janeiro de 2026, a produção escalou as paradas globais do Prime Video, atingindo o topo do ranking em diversos países, incluindo o Brasil.
A trama, que se passa paralelamente aos eventos do terceiro filme da saga principal, acompanha a jornada de vingança de Eve Macarro. Órfã após o assassinato do pai, ela é acolhida pela organização Ruska Roma, onde recebe um treinamento rigoroso que mescla o balé clássico com técnicas letais de combate. Com 92% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, o filme não só entrega a ação visceral esperada, como também expande a mitologia da franquia ao trazer rostos conhecidos, como Anjelica Huston e o saudoso Lance Reddick, além de uma participação estratégica do próprio Keanu Reeves.
A expansão através de séries e novas mídias
A estratégia de construção de mundo da Lionsgate não para no cinema. A série The Continental mergulha no passado para explorar a origem do icônico hotel que serve de refúgio para a elite do crime organizado. Focada no jovem Winston Scott, interpretado por Colin Woodell, a produção conta com nomes de peso como Mel Gibson no elenco e ajuda a pavimentar o caminho para que a franquia sobreviva ao longo prazo. Com spin-offs sólidos e a constante pulga atrás da orelha sobre o destino de “Baba Yaga”, o universo de John Wick parece estar longe de uma aposentadoria, independentemente de quem esteja segurando a arma no próximo capítulo.