O ecossistema de hardware do Google continua a evoluir com robustez, como demonstra a ficha técnica do Pixel 7, mas a empresa enfrenta turbulências no lado do software que afetam gerações anteriores de seus smartphones. Enquanto o modelo mais recente exibe poder de processamento e câmeras refinadas, usuários do Pixel 4 e 5 lidam com uma falha preocupante de áudio.
Poder de fogo e refino no Pixel 7
Lançado com o Android 13 de fábrica, o Google Pixel 7 se posiciona como um dispositivo premium compacto e potente. Sob o capô, o aparelho é alimentado pelo chipset proprietário Google Tensor G2, acompanhado de 8 GB de memória RAM e armazenamento interno de 256 GB, sem possibilidade de expansão. Essa configuração, aliada a um processador octa-core que combina núcleos Cortex-X1 de alta performance com unidades de eficiência, garante fluidez para tarefas pesadas.
A experiência visual fica por conta de um display OLED de 6.3 polegadas com resolução de 1080 x 2400 pixels e densidade de 418 ppi. A tela entrega uma taxa de atualização de 90 Hz e é protegida pelo vidro Gorilla Glass Victus, oferecendo resistência contra quedas e arranhões. O corpo do aparelho, que pesa 197 gramas e tem 8.7 mm de espessura, também conta com certificação de resistência à água, mantendo o padrão de durabilidade da linha.
No departamento de fotografia, o Pixel 7 não decepciona. O conjunto traseiro duplo é liderado por um sensor de 50 Mp (f/1.85) e uma lente ultrawide de 12 Mp (f/2.2). O sistema oferece estabilização ótica e digital, autofoco a laser e capacidade de gravação em 4K a 60 fps. A câmera frontal de 10.8 Mp acompanha o padrão de qualidade, permitindo selfies com HDR e vídeos também em 4K. A autonomia é garantida por uma bateria de 4355 mAh do tipo LiPo. Em termos de conectividade, o aparelho está preparado para o futuro com suporte a 5G, Wi-Fi 6e, NFC e Bluetooth 5.2.
Falha de áudio compromete privacidade em modelos anteriores
Apesar do hardware polido da nova geração, o Google precisou intervir recentemente devido a um problema grave de privacidade. Cerca de uma semana atrás, surgiram relatos de que o recurso “Take a Message” (conhecido em algumas regiões como parte das funcionalidades de Triagem de Chamadas) não estava funcionando corretamente em alguns telefones Pixel. O comportamento do bug é alarmante: com a função ativa, quem realizava a chamada conseguia ouvir o áudio do ambiente do dono do celular, sem que a chamada tivesse sido efetivamente atendida pelo usuário.
Como era de se esperar, a situação causou um alvoroço na comunidade de usuários, dada a invasão de privacidade. O Google agiu e confirmou que o problema é real e afeta dispositivos mais antigos, especificamente o Pixel 4 e o Pixel 5. Em resposta a essa falha de segurança, a gigante das buscas optou por desativar temporariamente os recursos de “Take a Message” e “Call Screen” nesses modelos específicos para estancar o risco.
Explicações vagas e confusão sobre modelos afetados
Embora o Google tenha reconhecido a falha, a explicação técnica permanece nebulosa. Em sua mensagem de suporte, a empresa afirmou apenas que o problema atinge “um subconjunto muito pequeno de dispositivos Pixel 4 e 5 sob circunstâncias muito específicas e raras”. Não houve, até o momento, um detalhamento sobre o que exatamente causa esse vazamento de áudio, deixando os usuários sem entender a raiz do problema.
A boa notícia é que os proprietários desses telefones não precisam realizar nenhuma ação manual para se protegerem, já que o Google desabilitou a função remotamente. No entanto, a falta de transparência completa sugere que talvez a própria empresa ainda esteja investigando a extensão total do bug. Curiosamente, houve relatos iniciais sugerindo que o problema também estaria ocorrendo no “Pixel 10” — o que soa estranho, dado que o modelo não existe, mas indica a confusão e o desencontro de informações que circularam durante a descoberta da falha. A julgar pela resposta oficial, o problema parece estar contido, por ora, apenas nos dispositivos legados mencionados.